PROPOSTA DE UM MODELO CONCEITUAL DE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL
Artigo Científico Completo
Robson Amauri Trindade
PUC-TIDD-SP robsontrin10@gmail.com
André Florentino Bella Macruz
PUC-TIDD-SP afmacruz@gmail.com
Resumo
O objetivo geral deste artigo é comparar uma seleção de 17 Modelos de Maturidade de Transformação Digital (MMTDs) acadêmicos, de institutos de pesquisa e de consultorias, identificar diferenças, semelhanças, o valor de suas aplicações no processo de Transformação Digital (TD), e por fim, propor um Modelo Conceitual de Transformação Digital (MCTD) com utilização de um MMTD que tem como principal diferencial, ajustar diagnóstico e o roteiro de TD as características da organização, de seu mercado e de sua cadeia de valor. Traz como questão central e como justificativa deste artigo a dificuldade dos empresários, gestores e especialistas e acadêmicos em definir o melhor MMTD para calcular o nível de maturidade digital e roteiro de TD para sua empresa. Como trajetória metodológica, esse artigo é conduzido de acordo a metodologia de análise de conteúdo, de natureza qualitativa, com foco em revisão bibliográfica de estudos relacionados a TD, Modelos de Maturidade (MM) e MMTDs, considerando, artigos publicados no período de 2010 a 2019. Como resultado, propomos um Modelo Conceitual de TD (MCTD) desenvolvido com base nos nove pontos identificados na comparação dos 17 MMTDs e nas críticas e propostas levantadas nas revisões de literatura de TD e MMTD.
Abstract
The general objective of this article is to compare a selection of Academic Digital Transformation Maturity Models (MMTDs), research institutes and consultancies, to identify differences, similarities, the value of their applications in the Digital Transformation (TD) process, and finally, to propose a Conceptual Model of Transformation Digital (CMTD) with the use of an MMTD whose main differential is to adjust the diagnosis and the TD script to the characteristics of the organization, its market and its value chain. It brings as a central question and justification of this article the difficulty of entrepreneurs, managers and specialists and academics in defining the best MMTD to calculate the level of digital maturity and TD script for your company. As a methodological trajectory, this article is conducted according to the content analysis methodology, of a qualitative nature, focusing on bibliographic review of studies related to TD, Maturity Models (MM) and MMTDs, considering articles, published in the period from 2010 to 2019. As a result, we propose a Conceptual TD Model (MCTD) developed based on the nine relevant points identified in the comparison of the 17 MMTDs and the criticisms and raised in the literature reviews of TD and MMTD.
Cláudio Fernando André
PUC-TIDD-SP claudiofandre@gmail.com
Congresso Transformação Digital 2020
Modelo Conceitual de Transformação Digital
1 Introdução
O tema Transformação Digital (TD) está crescendo significativamente em todo o mundo e tem sido objeto de discussão entre muitos especialistas da atualidade. Knickrehm (2016) projeta até 2022, o total de 25,1% a participação do mercado digital no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, crescimento de 5,7% da economia brasileira (com aumento de 10 pontos de capital social) e um crescimento de 12,5% do mercado digital mundial. Já em relação à pesquisa científica em TD, entre 2010 e 2017, o Ebsco host registrou 1454 artigos sobre o tema. Em busca na base de dados Web of Science, com a palavras-chave, “Digital Transformation”, constatou-se quatro artigos acadêmicos publicados em 2010, 375 em 2019, totalizando no período 704 artigos. Esses dados demonstram a importância do tema, pela dimensão dos valores e pela necessidade de desenvolver teorias e aceleradores para suportar o processo de TD, que permitirá o país obter uma posição de competitividade frente o crescimento previsto do mercado mundial digital.
Nesse mercado, as empresas vêm enfrentando muitos desafios para atenderem às necessidades de um cliente, que já, há alguns anos, relaciona-se com elas por processos digitais, isto é, em um mundo cada vez mais digital (CIANNI e STECKLER, 2017).
Com objetivo de ajudar as empresas a diagnosticar seu estágio de maturidade digital e orientá-las como devem caminhar para alavancar um nível maior de maturidade digital, consultorias, acadêmicos e institutos de pesquisas desenvolveram o Modelo de Maturidade de Transformação Digital (MMTD). Segundo a VTT (2017), o MMTD é uma ferramenta cujo objetivo é avaliar o nível de capacidade de diferentes aspectos de um processo de negócio ou de uma organização em direção a um nível de digitalização desejado, permitindo identificar pontos fortes e fracos, e por meio desses priorizar ações para se atingir níveis mais altos de maturidade digital. Ademais, que esse processo afeta vários fatores tais como: TI, estratégia, modelo de negócios, produtos e serviços, processos internos e externos, organização e cultura de uma empresa etc.
Remane (2017), Chanias e Hess, (2016), Teichert (2019) afirmam que um dos grandes problemas identificados no mercado referentes ao uso dos MMTDs pelos empresários, gestores, especialistas e acadêmicos, é a dificuldade que os mesmos estão enfrentando para compreender, comparar, avaliar e escolher entre os diferentes tipos de MMTDs ofertados, aquele que lhes garantam, segurança, o melhor resultado na avaliação do nível de maturidade e a melhor definição e planejamento de implementação do roteiro de TD. Segundo esses mesmos autores, estas dificuldades são causadas por problemas de padronização, falta de rigor metodológico, parâmetros não testados empiricamente e modelos não aderentes as características específicas da indústria e organização analisada.
O objetivo geral deste artigo será propor um Modelo Conceitual de Transformação Digital (MCTD) que ajude os empresários, gestores, especialistas e acadêmicos a diminuir as dificuldades que estão enfrentando na seleção e utilização do MMTD em seu processo de TD.
Os objetivos específicos deste artigo resumem-se em selecionar, categorizar e comparar uma seleção de MMTDs acadêmicos, de consultorias e de institutos de pesquisa, compondo um grupo de MMTDs representativo dos tipos diferentes de MMTDs ofertados no mercado, identificando diferenças, semelhanças e o valor gerado de suas aplicações no processo de TD, levantando críticas e propostas de pesquisadores e especialistas, e por fim, com base na análise realizada sobre os dados levantados, propor um MCTD que considere a utilização de um MMTD para aplicação nas organizações e que diminua as dificuldades enfrentadas por empresários, gestores, especialistas e acadêmicos em compreender, comparar, avaliar e escolher entre os diferentes tipos de MMTDs ofertados, aquele que lhes garantam, segurança, o melhor resultado na avaliação do nível de maturidade e a melhor definição e planejamento de implementação do roteiro de TD para organização analisada.
Os resultados obtidos com as comparações dos MMTDs são uma lista de nove pontos mais relevantes que um empresário, gestor, especialista e acadêmico precisa saber para entender, avaliar e selecionar um MMTD para sua organização e um MCTD com a descrição de quatro etapas que irá orientá-los em todo o processo de TD. Esse modelo conceitual procura, através de sua estrutura e fluxo de processos,
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Modelo Conceitual de Transformação Digital
identificar e analisar as capacidade digitais da organização, diminuindo as dificuldades que os empresários, gestores, especialistas e acadêmicos estão enfrentando, promovendo maior segurança na escolha do MMTD, na definição atual do nível de maturidade digital da organização e na definição e planejamento de implementação do roteiro de TD.
2 Problema de pesquisa e objetivo
Remane (2017), Chanias e Hess (2016), Acatech (2017), Paasi (2017) e Teichert (2019) afirmam que, atualmente, um dos grandes problemas identificados em seus levantamentos referentes ao uso dos MMTDs pelos empresários, gestores, especialistas e acadêmicos, é a dificuldade que os mesmos estão tendo para compreender, comparar, avaliar e escolher entre os diferentes tipos de MMTDs ofertados no mercado que lhes garantam segurança, o melhor resultado na avaliação do nível de maturidade e a melhor definição e planejamento do roteiro de TD.
Os mesmos autores, na análise da situação atual do desenvolvimento de MMTDs acadêmicos e de consultorias, identificam três deficiências que podem resultar nestes problemas sendo a primeira, a maioria dos MMTDs não é acadêmico, portanto, carece de rigor metodológico. A segunda é que a maioria dos MMTDs apresenta dimensões não testadas empiricamente, significando problemas de rigor metodológico e de relevância de suas dimensões de análise. Por último, a maioria define um processo de evolução linear no caminho para a maturidade da TD, criticada pelos mesmos autores por desconsiderarem as características específicas da indústria e organização.
O objetivo geral deste artigo foi o de propor um MCTD que ajude os empresários, gestores, especialistas e acadêmicos a selecionar o melhor MMTD para o seu processo de TD. E os objetivos específicos são o de selecionar, categorizar e comparar uma seleção de 17 MMTDs acadêmicos, de institutos de pesquisa e de consultorias, identificando diferenças, semelhanças e o valor gerado de suas aplicações no processo de TD, levantando críticas e propostas de pesquisadores e especialistas, e por fim, com base na análise realizada sobre os dados levantados, propor um MCTD que considere a utilização de um MMTD para aplicação nas organizações e que diminua as dificuldades enfrentadas por empresários, gestores, especialistas e acadêmicos em compreender, comparar, avaliar e escolher entre os diferentes tipos de MMTDs ofertados, aquele que lhes garantam, segurança, o melhor resultado na avaliação do nível de maturidade e a melhor definição e planejamento de implementação do roteiro de TD para organização analisada.
3 Fundamentação teórica
A metodologia utilizada para seleção, categorização, comparação e análise dos MMTDs é a metodologia de análise de conteúdo de natureza qualitativa. Conforme Berelson (1971, p.24) apud Bardin (2016), análise de conteúdo “é uma técnica de investigação que através de uma descrição objetiva, sistemática e quantitativa do conteúdo manifesto das comunicações tem por finalidade a interpretação destas mesmas comunicações”. Segundo Bardin (2016) a metodologia de análise de documentos é composta por três fases: pré-análise, exploração do material, tratamento de resultados e interpretação, conforme figura 1, a seguir:
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Modelo Conceitual de Transformação Digital
Figura 1 - Metodologia de análise de conteúdo – (Bardin, 2016, pag. 132) adaptado pelo autor
A Fase 1, chamada de Pré-análise, é uma fase de organização composta por quatro etapas: Leitura flutuante (leitura de artigos referentes a TD, MM (Modelo de Maturidade) e MMTD); formulação dos objetivos. O objetivo definido para a análise de conteúdo deste trabalho é comparar os MMTDs selecionados, identificando semelhanças e diferenças; seleção dos artigos (critérios para escolha dos TD, MM, MMTDs); e Definição das categorias para comparação e análise. Definem-se as categorias a serem utilizadas para comparação e análise dos MMTDs.
Na fase 2, chamada de Exploração do material, são realizadas duas etapas: as categorizações na primeira e as enumerações e comparações dos MMTDs na segunda. Na fase 3, chamada de Tratamento de resultados e interpretação, são realizados, quando necessário, cálculos estatísticos simples (porcentagens), ou mais complexos (fatoriais) que fundamentam quadros de resultados, diagramas e modelos que permitem inferências a respeito das propostas dos autores estudados (BARDIN, 2016 pag. 131).
3.1 Regras utilizadas para seleção dos MMTDs - Fase 1- Etapa 3(Metodologia)
Segundo Bardin (2016, pag. 126), a seleção dos documentos (MMTDs) deve atender às seguintes regras: exaustividade, representatividade, homogeneidade e pertinência. Devem estar justificados o campo de pesquisa, no caso TD, MM e MMTD, e a base de dados a ser pesquisada (Web of Science e Science Direct); Os documentos selecionados devem ser parte representativa, no caso, do universo de TD, MM e MMTD; Os documentos selecionados devem ser homogêneos, isto é, obedecer a critérios precisos de escolha e o documento deve ser adequado, enquanto fonte de informação, para fundamentar os conceitos de TD e MM e comparação com outros MMTDs, respectivamente.
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Modelo Conceitual de Transformação Digital
3.2 Seleção dos artigos de TD, MM e MMTD acadêmicos - Fase 1 - etapa 3 (Metodologia)
O levantamento da literatura acadêmica para seleção de TD, MM e MMTD restringiu-se à busca das principais bases de dados de artigos científicos (Web of Science e Science Direct), de 2010 até 2017. As buscas foram feitas com os seguintes termos: “Digital transformation”, “Maturity model”, “Digital” and “maturity model”, “Digital” and “maturity model” and transformation” e “Industry 4.0” and “maturity model”, “Systematic Review of Literature”, “Systematic mapping study” e “Literature review”.
A pesquisa nas bases resultou nos seguintes artigos, conforme tabela 1, adiante:
Termos de busca “Digital transformation”
“Maturity model”
Digital and “maturity model”
Digital and “maturity model” and transformation
“Industry 4.0” and “maturity model”
Tabela 1 - Estatística de artigos TD, MM e MMTD
Web of Science 197
627 27 9 9
Science Direct 410
1305
285
110
17
A busca de artigos de TD nas bases de dados resultou em dois artigos que usaram o método de revisão sistemática de literatura: Henriette (2015) e Morakanyane (2017). Em relação aos MM, o objetivo foi levantar somente os diferentes conceitos, metodologias e aplicações em artigos referenciados, decidiu- se, portanto, utilizar a lista de artigos referenciados na revisão sistemática de literatura dos artigos de Wendler (2012); Lacerda (2017) e Proença (2016). Já em relação aos MMTDs, apenas dois artigos publicados com revisão de literatura foram encontrados: Remane (2017) e Teichert (2019). Da seleção dos MMTDs acadêmicos dos autores desses artigos, sete artigos acadêmicos foram selecionados com base nos seguintes critérios: escritos no idioma inglês, categorizados, analisados e com acesso ao documento permitido.
3.3 Seleção dos MMTD de Consultorias e dos Institutos de Pesquisas- Fase 1 - etapa 3 (Metodologia)
O levantamento de MMTD de consultorias restringiu-se à busca das 10 maiores consultorias mundiais de gestão, segundo classificação do Gartner de 2016 (CONSULTANCY.UK, 2017), adicionadas das consultorias Arthur D Little e Capgemini, citadas e analisadas no artigo de Remane (2017). A seleção dos institutos de pesquisa especializados em MMTD teve como critério a quantidade de citações recebidas no Google Acadêmico, para os termos: “Industry 4.0”, “Maturity model”, “Industrie 4.0” e “Digital transformation”, conforme Tabela 2, a seguir:
Termo pesquisado
“Industry 4.0” and VTT
“Industry 4.0” and Acatech
“Industry 4.0” and “Forrester Research”
“Industry 4.0” and VDMA
"Maturity model" and VDMA
"Maturity model" and Acatech
"Maturity model" and Forrester Research
Total de referências
135
951
227
453
55
77
831
Tabela 2 - Total de citações no Google Acadêmico por instituto de pesquisa
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Modelo Conceitual de Transformação Digital
Termo pesquisado “Industrie 4.0” and VTT
Total de referências
918
1180
152
903
98
250
281
115
“Industrie 4.0” and Acatech
“Industrie 4.0” and Forrester Research
“Industrie 4.0” and VDMA
"Digital transformation" 4.0 and VTT
"Digital transformation" 4.0 and Acatech
"Digital transformation" 4.0 and “Forrester Research”
"Digital transformation" 4.0 and VDMA
Tabela 2 - Total de citações no Google Acadêmico por instituto de pesquisa – cont.
3.4 Resumo da seleção dos MMTDs acadêmicos, de consultorias e Institutos de pesquisa - Fase 1 - etapa 3 (Metodologia)
Do total de 25 MMTDs de Consultorias e institutos de pesquisa selecionados por Remane, Gerrit et al. (2017), descartou-se 15, devido à falta de informações necessárias para categorizá-los. Com o mesmo critério, foram selecionados os artigos acadêmicos; de um total de 11 MMTDs, descartou-se quatro, conforme quadro 1 e o resumo no quadro 2, a seguir:
Seleção de MMTD - Consultorias e Instituto de Pesquisas |
||||
No. |
Nome |
Ano |
Referência |
|
Selecionados |
1 |
Arthur D Little |
2015 |
Digital Transformation – How to Become Digital Leader |
2 |
Capgemini |
2012 |
Digital Transf.: A Roadmap for Billion-Dollar Organizations and The Dig. Adv.: How Digital. |
|
3 |
Deloitte |
2017 |
Achieving Digital Maturity |
|
4 |
IBM |
2012 |
Digital transformation: opportunities to create new business models. Strategy & |
|
5 |
Microsoft |
2017 |
The Digital Transf.Report. Creating a Digital-First Bus. How the Largest Danish |
|
6 |
PWC |
2017 |
Digital Bus: Towards a Val Cent maturity Model Part A (Exec) and Part B (Comp Rep) |
|
7 |
Acatech |
2017 |
Industrie 4.0 Maturity Index. Managing the Digital Transformation of Companies |
|
8 |
Forrester |
2016 |
The Digital Maturity Model 4.0 Benchmarks: Digital Business Transformation Playbook |
|
9 |
VDMA |
2015 |
Impuls Industrie 4.0 Readness |
|
10 |
VTT |
2017 |
Towards a new era in manufacturing. Industry spearhead programme |
|
Não Selecionados |
1 |
Accenture |
2016 |
European Financial Services Digital Readiness Report. 2016 |
2 |
Booz and Co. |
2011 |
Measuring Industry Digitization: Leaders and Laggards in the Digital Economy. |
|
3 |
DT Associates |
2015 |
The State of Digital Excellence in the Pharmaceutical Industry |
|
4 |
iDeers |
2013 |
Der Digital Business Index |
|
5 |
KPMG |
2016 |
Digital auf der Höhe der Zeit? |
|
6 |
Lünendonk |
2016 |
Digitalisieren Sie schon? Ein Benchmark für die digitale Agenda |
|
7 |
McKinsey Co. |
2015 |
Raising your Digital Quotient-2015 |
|
8 |
Roland Berger |
2015 |
The Digital Transformation of Industry |
|
9 |
StrategyT.Cons. |
2015 |
Digital Maturity Assessment. 2016 |
|
10 |
Arrk Group |
2015 |
Digital Maturity Assessment (2016) |
|
11 |
Digital Tr.Group |
2015 |
Ganzheitliche Sicht auf digitale Transformation |
|
12 |
DStrateg Media |
2014 |
Introducing the dStrategy Digital Maturity Model |
|
13 |
Mittel SExperten |
2015 |
digiBusiness-Check.- 2015 |
|
14 |
Neuland |
2015 |
Digital Transformation Report 2015 |
|
15 |
Telekom |
2016 |
Digitalisierungsindex: Digitaler Status Quo der Digital Leader |
Quadro 1 – Seleção de MMTDs – Acadêmicos, Consultorias e Instituto de Pesquisas
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Modelo Conceitual de Transformação Digital
Seleção de MMTD - Acadêmicos |
||||
No. |
Nome |
Ano |
Referência |
|
Selecionados |
1 |
Berghaus and Back |
2016 |
Stages in Digital Business Transformation: Results of an Empirical Maturity Study |
2 |
Schumacher et al. |
2016 |
A maturity model for assessing Industry 4.0 readiness and maturity of manufacturing enterprises |
|
3 |
Carolis et al. |
2017 |
A Maturity Model for Assessing the Digital Readiness of Manufacturing Companies |
|
4 |
Remane et al. |
2017 |
Digital Maturity in Traditional Industries- An Exploratory Analysis |
|
5 |
OmarV. de Leon |
2016 |
A Digital Maturity Model for Telecommunications Serv.Providers |
|
6 |
Tonelli et al. |
2016 |
A Novel Methodology for Manufacturing Firms. Value Modeling and Mapping to Improve Op. Performance in the Industry 4.0 era |
|
7 |
Klötzer,Christoph e Pflaum |
2017 |
Toward the Development of a Maturity Model for Digitalization within the Manufacturing Industry’s Supply Chain. |
|
Não Selecionados |
8 |
Jahn and Pfeiffer |
2014 |
Neue Geschäftsmodelle statt (nur) neue Kommunikation |
9 |
Lichtblau et al. |
2015 |
Industrie 4.0 Readiness. |
|
10 |
Uhl and Gollenia |
2016 |
Digital Enterprise Transformation: A Business-driven Approach to Leveraging Innovative |
|
11 |
Kaufmann |
2015 |
Geschäftsmodelle in Industrie 4.0 und dem Internet der Dinge: der Weg vom Anspruch in die Wirklichkeit. |
Quadro 1 – Seleção de MMTDs – Acadêmicos, Consultorias e Instituto de Pesquisas – cont.
Tipo de MMTD Num Autor |
|||
MMTD - Consultorias e Institutos de Pesquisas |
1 2 3 4 5 6 7 8 9 |
Arthur D Little |
Consultoria |
Deloitte |
|||
IBM |
|||
Microsoft |
|||
PWC |
|||
Acatech |
Instituto de Pesquisa |
||
Forrester |
|||
VDMA |
|||
VTT |
|||
Acadêmicos |
1 2 3 4 5 6 7 |
Berghaus, Sabine and Back (2016) |
|
Schumacher, Andreas, et al, (2016) |
|||
Carolis, Anna de, et. al (2017) |
|||
Remane, Gerrit, et. al (2017) |
|||
Leon, Omar Valdez de, (2016) |
|||
Tonelli, F. et al, (2016) |
|||
Klötzer, Christoph e Pflaum (2017) |
|||
Total |
17 |
Quadro 2 - Lista de MMTDs selecionados - Resumo
3.5 Definição das categorias de análise e comparação dos MMTDs - Fase 1 -
etapa 4 (Metodologia)
No levantamento de artigos de revisão de literatura de MMTD, identificou-se os autores Remane (2017) e Chanias and Hess (2016), considerados referências, que somando o resultado de seus trabalhos, temos o total de 17 categorias propostas para compor um MMTD, sendo: objetivo, tipo de MMTD, evolução, abordagem (empírico, argumentativo), eixos de análise ou direção (unidirecional ou multidirecional), tipo de Indústria, público-alvo, rigor metodológico, dimensões, clusters (níveis de maturidade), número e focos das dimensões, potencial adaptativo, avaliação e coleta de dados (questionário, entrevista, etc.), determinação do nível de maturidade, avaliação da maturidade digital, visualização do resultado (gráficos, tabelas, etc.), avaliação comparativa (concorrentes, benchmark).
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Modelo Conceitual de Transformação Digital
Essas categorias foram consolidadas em sete categorias, em razão da semelhança de conteúdo e a elas foram adicionadas quatro categorias, definidas com base nos principais fatores de implantação do processo de TD, segundo a Paasi (2017), totalizando 11 categorias, conforme quadro 3 a seguir:
MMTD- CATG |
Conteúdo |
|
1 |
Objetivo |
Objetivo de aplicação do MMTD |
2 |
Dimensões |
Dimensões: referem-se às áreas de capacidade específicas que descrevem diferentes aspectos da maturidade do objeto avaliado, por exemplo, o “impacto digital” e a “prontidão digital”. As dimensões devem ser exaustivas e diretas. |
Número e focos das dimensões: referem-se à quantidade de dimensões de análise e às áreas de capacidades foco da análise. |
||
3 |
Níveis de maturidade |
Clusters: referem-se aos níveis de maturidade propostos pelos MMTDs. |
Avaliação da maturidade digital: refere-se aos níveis de maturidade do modelo. |
||
Evolução: refere-se ao processo de evolução linear ou não linear entre os níveis de maturidade. |
||
Eixos de análise ou direção: referem-se à quantidade de alternativas ou direções que a empresa tem para percorrer os níveis de maturidade, podendo ser unidirecional ou com mais direções. |
||
Determinação do nível de maturidade: refere-se ao método para definir o nível de maturidade, podendo ser qualitativo (por entrevista), quantitativo (questionário com escala lik ert , técnicas estatísticas complexas), ou misto. |
||
4 |
Tipo de indústria |
Tipo de Indústria: refere-se ao tipo de indústria em que o MMTD pode ser aplicado. |
Público-alvo: refere-se ao público-alvo que obterá valor ou vantagens com a análise de maturidade de sua organização. |
||
5 |
Preparação e manutenção da base de dados dos MMTDs |
Visualização do resultado: refere-se aos modelos de apresentação das dimensões e níveis de maturidade, por exemplo: gráficos, tabelas, pontuações numéricas etc. |
Avaliação e coleta de dados: referem-se ao modelo de captação de dados por meio de autoavaliação, ao uso de questionário on line ou impresso e de de melhores práticas. |
||
Avaliação comparativa (benchmarking) e análise de gaps : referem-se ao uso de benchmarks do nível da indústria e à apresentação da análise de diferença do mesmo. |
||
Abordagem: refere-se ao método utilizado para definir os níveis de maturidade, podendo ser argumentativo ou empírico. |
||
6 |
Descritivo, prescritivo e comparativo |
Tipo de MMTD: refere-se aos modelos descritivos, cuja característica é apresentar somente o nível de maturidade digital da organização; ainda, aos modelos prescritivos, que, além de apresentar o nível de maturidade, oferecem um roteiro de ações para avançar entre os diferentes níveis de maturidade, para cada uma das dimensões analisadas. |
7 |
Rigor metodológico e potencial Adaptativo |
Rigor metodológico: refere-se ao uso de metodologia para fundamentar o MMTD, permitindo utilizar seus resultados para futuras pesquisas ou generalizar suas conclusões. |
Potencial adaptativo: refere-se à capacidade do MMTD de se adaptar às características da empresa e indústria, e às atualizações de indicadores com melhores práticas. |
||
8 |
Tecnologia versus Transf. Organizacional |
Tecnologia e Transformação Organizacional: refere-se a comparação do nível de importância do modelo para ações focadas na tecnologia e ou para transformação organizacional com objetivo de eficácia do processo de TD. |
9 |
Áreas Org. e processos |
Principais áreas organizacionais e processos: refere-se a comparação das áreas e processos organizacionais propostos pelos autores para serem tratadas pelo MMTD. |
10 |
Preparação de pessoas |
Preparação de pessoas: refere-se a comparação dos principais fatores de desenvolvimento de recursos humanos propostos para efetividade do processo de TD. |
11 |
Model. Neg. e Estrat. Org. |
Modelo de negócio e Estratégia Organizacional refere-se a comparação do nível de importância atribuída para alteração da estratégia organizacional e ou do modelo de negócio. |
Quadro 3 - Categorias de análise e comparação de MMTDs
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Modelo Conceitual de Transformação Digital
3.6 Revisão de Literatura - Conceito de TD, MM e MMTD
Segundo Kane (2017), o termo TD ainda tem sido empregado como tecnologias aplicação de avançadas: Internet das Coisas (IoT), big data, analytics, computação na nuvem (cloud computing), machine-to-machine (M2M), Cyber Physical Systems (CPS), Machine Learning. Em ambiente de negócios, como tecnologias aplicadas para fazer negócios de maneiras novas e diferentes. A evolução do conceito é apresentada na revisão de literatura de Morakanyane (2017), quando os autores concluem que “A TD é um processo evolutivo que aproveita as capacidades digitais e tecnologias para viabilizar modelos de negócios, processos operacionais e experiências de clientes criando valor".
MM é uma ferramenta usada para avaliar capacidades qualitativas e quantitativas, por meio de uma série de níveis sequenciais. Juntos, formam um caminho lógico antecipado ou desejado de um estado inicial para um estado final de maturidade. Atualmente, o MM já faz parte das ferramentas para avaliar estratégia, modelos e processos de negócio de muitas organizações. Sua estrutura sistêmica permite uma análise de diferentes aspectos da organização, por comparação com as melhores práticas do mercado, pela identificação dos pontos fortes, do nível de maturidade em relação ao benchmark e em relação aos concorrentes, viabilizando a elaboração de roteiros de ação estratégica e operacional para atingir os mais altos níveis de maturidade do mercado (PROENÇA, 2016).
Segundo a Paasi (2017), o MMTD permite o empresário compreender e estruturar o conceito de digitalização, fornecendo uma estimativa das capacidades e maturidade atuais da organização e instruções gerais em direção a um nível de maturidade digital desejado. Ainda, esse processo impacta TI, estratégia, modelo de negócios, produtos e serviços, processos internos e externos, organização e cultura de uma empresa etc. Verifica-se que Berghaus e Back (2016); Kane (2017); Shahiduzzaman (2017); Moller (2017); Lichtblau (2015); Capgemini (2012); Schumacher (2016); Carolis (2017); Chanias e Hess (2016); Remane (2017); Tonelli (2016) e Klötzer e Pflaum (2017), apresentam definições que corroboram a definição da Paasi (2017).
Becker (2010), classifica os MMTDs como: a) descritivos - apresentam o nível de maturidade atual e objetivo da empresa; b) prescritivos - apresentam roteiros para a empresa atingir o nível desejado de maturidade; e, por último, c) comparativos - apresentam a comparação do nível atual com o benchmark de mercado e os níveis de maturidade de competidores. Para a Paasi (2017), o MMTD deve ser específico, já que o modelo se propõe a orientar os gestores pela análise de dimensões e categorias da digitalização específicas da empresa e indústria. Ademais, deve definir os roteiros de transformação digital, com base em benchmarking com outras organizações, avaliando o nível de maturidade. Somente um MMTD específico pode viabilizar esse processo na realidade da organização. Um MMTD descritivo-qualitativo-comparativo é composto por uma base de dados alimentada por um questionário no formato de escala “likert”, de cinco níveis. Suas dimensões e seus níveis de maturidade são validados com especialistas, executivos e gestores (VTT,2017). Consultorias e institutos de pesquisa oferecem serviços de roadmapping, modelagem de negócios, treinamento, benchmarking, modelagem de processos e definição de pré-requisitos de digitalização para empresas, a fim de ajudá-los no processo de TD. Para modelos quantitativo-descritivos, as categorias, dimensões e níveis de maturidade são definidos e calculados através da definição de categorias, suas dimensões definidas e validadas por especialistas, gestores e acadêmicos, por fim, através de cálculos estatísticos e probabilísticos são definidos os níveis de maturidade (BERGHAUS e BACK, 2016).
4 Análise comparativa dos MMTDs
Neste capítulo, apresenta-se as categorizações e as análises comparativas dos MMTDs com base nas dimensões e nas principais categorias analisadas. Por último, faz-se uma proposta de um MCTD. Procura-se realizar uma análise comparativa abrangente e detalhada dos MMTDs, pela visão do pesquisador, que deseja estudar e desenvolver um MMTD, e pela visão do empresário, que deseja utilizá-lo como ferramenta para suportá-lo na identificação de seu nível de maturidade e na definição e planejamento do roteiro de TD de sua organização.
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Modelo Conceitual de Transformação Digital
4.1 Categorização, Enumeração e Comparação dos MMTDs Acadêmicos, de Consultorias e de Institutos de Pesquisas - Fase 2 - Etapa 1 e 2 (Metodologia)
Com base nas categorias de MMTD definidas, fez-se o levantamento de informações em cada documento de MMTD selecionados para categorizá-los, resultando no quadro 4 a seguir:
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
Categorização de MMTDs
Dimensões Gerenciais (qtde)
Qtde de Níveis de maturidade
Tipo de Industria -(x) Genérico / (o) Específico
Preparação e manutenção da base de dados dos MMTDs: (x) realiza atualização (o) não atualiza
(x)Descritivo /(o)Prescritivo
Rigor Metodológico - (x) atende / (o) Não atende
Tecnologia versus transformação organizacional (x) valoriza mais tecnologia / (o) Valoriza mais Organização
Áreas organizacionais e processos: (x) todas as áreas / (o) áreas específicas
Preparação de pessoas: (x) Preparar pessoas (x) Não preparar
Modelo de negócio e estratégia organizacional (x) propõe a mudança (o) não muda
Acatech (2017)
2
6
o
x
o
o
o
o
x
o
Deloitte (2017)
1
3
x
x
x
o
o
x
x
x
Forrester (2016)
3
4
o
x
x
o
o
x
x
x
PWC (2017)
2
4
o
x
o
o
o
x
x
x
VTT (2017)
2
4
o
x
x
o
o
x
x
x
IBM (2012)
2
3
x
x
o
o
o
x
x
x
Arthur D Little (2015)
x
1
4
o
x
x
o
o
x
x
x
VDMA (2015)
x
1
5
o
x
x
o
o
x
x
x
Microsoft (2017)
x
2
4
x
x
x
o
o
x
x
x
Capgemini (2012)
x
3
4
x
x
x
o
o
x
x
x
Berghaus and Back (2016)
x
2
5
x
x
x
x
o
x
x
x
Schumacher et al, 2016
x
1
5
o
x
x
x
o
o
x
x
Carolis et. al (2017)
x
2
5
o
o
x
o
o
o
x
o
Remane et. al (2017)
x
3
5
o
x
x
o
o
x
x
x
Leon (2016)
x
1
6
o
o
x
o
o
x
x
x
Tonelli et al, (2016)
x
1
5
o
o
x
o
o
o
x
x
Klötzer e Pflaum (2017)
1 2 3 4 5 6 7 8 91011121314151617
o
2
5
o
o
o
o
o
o
x
x
x)
Total (
13
0 0 5
13
13 2
0 12 17 15
o)
Total (
4
0
0 12
4
4 15
17 5 0 2
Categorias
MMTDs
Categorização de MMTD
Principais categorias
1
Objetivo:(x) comparar com benchmark / (o) Propor roteiro de TD
o
x
x
o
x
o
Quadro 4 – Categorização dos - MMTDs Acadêmicos, Consultorias e Institutos de Pesquisa
Alguns pontos importantes devem ser exaltados referente a categorização dos MMTDs, tais como:
-
a) Somente 23% dos MMTDs tem como objetivo apresentar um roteiro de transformação digital para seus clientes. Isso devido a maior parte dos MMTDs pesquisados oferecer o roteiro de TD como opção separada de prestação de serviços direto para as empresas;
-
b) 100% dos autores dos MMTDs entendem que as capacidades gerenciais são fatores obrigatórios na análise de maturidade digital de um MMTD. Este dado é importante devido ao processo de TD depender obrigatoriamente da cadeia de valor da organização.
-
c) Apenas dois MMTDs atende o rigor metodológico, e os mesmos são quantitativos.
-
d) Outro dado muito importante é praticamente 100% dos autores entendem que os fatores organizacionais tem peso maior que os fatores tecnológicos no processo de TD, e que necessariamente deverá ocorrer a mudança do modelo de negócio, com reflexos nas áreas organizacionais, com necessidades de treinamento de mão de obra para que o
processo de TD seja efetivo.
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4.2 Resultados da análise comparativa dos MMTDs Acadêmicos, de Consultorias e de Institutos de Pesquisas - Fase 3 (Metodologia)
Conforme grifado no quadro 5 na cor azul, temos as dimensões com mais de 60% presentes do total de MMTDs analisados em suas avaliações de maturidade com sendo:
Análise Comparativa de MMTDs - Dimensões
Acatech (2017) Forrester (2016) Deloitte (2017)
Arthur D Little (2015)
PWC (2017) VTT (2017) IBM (2012)
VDMA (2015) Microsoft (2017)
Klötzer e Pflaum (2017)
Berghaus and Back (2016) Schumacher et al, 2016 Remane et. al (2017) Capgemini (2012) Carolis et. al (2017) Tonelli et at. (2016) Leon (2016)
1 2 3 4 5 6 7 8 91011121314151617
Análise Comparativa de MMTDs - Dimensões
Obs: (x) Faz uso da dimensão em sua análise de maturidade
Dimens ões
MMTDs
Total
x xxxxx xxx x 10
Capacidade de gestão
x xx x x xxx 8
Impactos
Dimensões
Gerenciais
Prontidão
x xx x xx 6
Potencial, domínio, ações de digitalização (em direção
xxxx4
a servitização)
x 1
Aplicação - uso de produtos inteligentes
Tecnologia, sistema de Informação, infraestrutura,
x
x x x x x x x x x x x x x x x 16
ecossistema digital, orçamento de TI
xxxxxxxxxxxxxxxx 16
Estratégia organizacional
xxx xxxxxxxxxxxxx 16
Cultura
xx x xxxx xx xxxx 13
Talento digital, liderança
Dimensões Organizacionais
xxxx xxxxxxxxx 13
Experiênciacomocliente
12
xxxxxx xxx 10
x
Governançaeriscos
xxx x7
xxx
Inovação
x x x x 5
Investimento
x
Quadro 5 – Análise Comparativa dos - MMTDs Acadêmicos, Consultorias e Institutos de Pesquisa
Com base nas 11 categorias propostas por Chanias e Hess, (2016) e Remane (2017) analisadas sobre os 17 MMTDs acadêmicos, de consultorias e institutos de pesquisa, a seguir, são descritos os nove pontos mais relevantes:
Os MMTDs devem atender três objetivos comuns: identificar o nível de maturidade digital da organização, comparar seus resultados com o apresentado pelo seu mercado e ou indústria pesquisados, apresentar análises e informações que ajudem os empresários, gestores e especialistas e acadêmicos a definirem seus roteiros de TD. Para atender estes objetivos, os MMTDs devem ser prescritivos, realizados juntos aos gestores da organização e seus resultados apresentados por meio de diagramas, relatórios, gráficos e pontuação. Dentre os MMTDs analisados, nenhum apresentou o roteiro de TD.
As dimensões, verifica-se no quadro 5, com exceção da tecnologia, as sete dimensões com mais de 60% de apontamento pelos autores de MMTD (resultados grifados em azul), são organizacionais. Com base nestes dados, podemos inferir que a TD só acontece quando, além da alteração tecnológica, estas dimensões realmente sofrerem alterações, isto é, ela não se realiza se não houver alterações reais nas
Estrutura organizacional, produtos e serviços, colaboração, operações, processos |
x |
x |
x |
x |
x |
x |
x |
x |
x |
x |
x |
x |
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Modelo Conceitual de Transformação Digital
sete dimensões organizacionais, principalmente, estratégia organizacional, cultura, formação digital e experiência com o cliente segundo os autores analisados.
Em relação aos níveis de maturidade, conforme quadro 5, 16 dentre os 17 MMTDs estudados são bidimensionais, isto é, apresentam dimensões gerenciais e organizacionais em seus modelos e seis MMTDs apresentam níveis de maturidade não lineares. Berghaus and Back (2016), Remane (2017) e Shahiduzzaman (2017) criticam os modelos lineares por desconsiderarem as características específicas da organização tais como as dimensões organizacionais, níveis de impacto, prontidão para a mudança e capacidade de gestão da empresa para a TD, afirmando que o roteiro de TD deve ser diferente para cada organização ou cadeia de valor do negócio. Ademais, que os níveis de maturidade devem ser definidos por métodos empíricos, qualitativos, isto é, por entrevistas e questionários com empresários, gestores, especialistas e acadêmicos, e ou quantitativo, através do cálculo estatístico de nível de dificuldade de realização.
Dos 17 MMTDs estudados, 12 afirmam que o MMTD deve ser desenvolvido especificamente para a indústria a qual pertence a organização, apontando a limitação dos MMTDs genéricos na definição das dimensões, dos níveis de maturidade e dos roteiros de TD.
Segundo Kane (2017), o processo de TD é evolutivo, de várias fases, um processo de maturidade. Portanto, o MMTD e sua base de dados devem ser atualizados constantemente para que as comparações de seus indicadores com benchmarks representem a realidade da organização no mercado.
Em relação as dimensões organizacionais e níveis de maturidade, nenhum MMTD apresentou os critérios de definição das dimensões e somente dois apresentaram os critérios e cálculos dos clusters dos níveis de maturidade. Segundo Teichert (2019) em sua revisão de literatura, a falta de informações dos MMTDs foi um dos problemas enfrentados para categorização e comparação. Esta é uma das razões da dificuldade de entendimento dos empresários, gestores, especialistas e acadêmicos no entendimento, comparação, análise e escolha de um MMTD, o que caracteriza o problema de rigor metodológico.
Quanto a necessidade de comprovação da eficácia do MMTD, a Acatech foi a única a utilizar o método empírico de levantamento de dados e estudo de caso para validar o modelo, antes de oferecer a ferramenta ao mercado e comprovar com dados, a eficácia do método na cadeia de valor da indústria manufatureira.
Para o tratamento da Informação e da análise, muitos MMTDs fazem uso do questionário no formato de escala “likert”, disponibilizado on line para obter informações das empresas, método considerado muito limitado para garantir informações fidedignas na base de dados que será utilizada para avaliar o nível de maturidade, identificar gaps e comparar com o benchmark e concorrentes. Segundo a Shahiduzzaman (2017), o uso de entrevistas com empresários, e especialistas (método Delphi), ajuda a diminuir o viés da informação, melhorando a precisão da análise.
Já em relação as dimensões organizacionais (modelo de negócio, gestão, estratégia organizacional e fatores humanos), com exceção da Acatech, todos os outros MMTDs apresentam maior número de fatores organizacionais a serem avaliados e controlados no processo de TD comparados com os fatores tecnológicos. Esse dado corrobora a visão do peso que tem o impacto da TD no modelo de negócio, na estratégia organizacional e na capacidade de gestão da organização e da cadeia de valor do negócio.
5 Proposta do Modelo Conceitual de Transformação Digital (MCTD)
Com base nos resultados das comparações e nas análises críticas dos MMTDs de consultorias, institutos de pesquisa e acadêmicos estudados, e visando ajudar empresários, gestores, especialistas e acadêmicos na compreensão de como realizar um processo de TD, elaborou-se um modelo conceitual de TD com uso de um MMTD.
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Modelo Conceitual de Transformação Digital
A justificativa para a proposta de um modelo conceitual deve-se à dificuldade, segundo constatado por Remane (2017), Schuh (2017) e Paasi (2017), de implantar as indicações provenientes do resultado da análise do MMTD pelos empresários, gestores, especialistas e acadêmicos. Conforme Figura 4, adiante:
Figura 1 - Modelo conceitual de TD com utilização do MMTD - MCTD
Nesse modelo conceitual, estão representadas as quatro etapas para a TD com uso de um MMTD.
5.1.1 Etapa 1: Avaliação da capacidade de gestão da organização
Segundo Acatech (2017), Shahiduzzaman (2017), Paasi (2017), Moller (2017) e Capgemini (2012), Berghaus e Back (2016), Carolis (2017) e Remane (2017), nesta etapa, o primeiro passo é avaliar o impacto da transformação digital sobre a gestão da organização, envolvendo modelo de negócio, capacidades, agilidade, competências e recursos disponibilizados para gestão. O levantamento de informações para análise deve ser controlado e realizado empiricamente, por meio de questionários, entrevistas e estudo de casos com empresários, gestores, especialistas e acadêmicos. Com base nessa análise de impacto, avalia-se a prontidão da gestão da organização ou da cadeia de valor do negócio para mitigar o impacto previsto pela TD. O passo seguinte é a identificação do modelo de negócio digital para a organização a ser realizada em três etapas: identificação de produtos e serviços existentes; desconstruindo modelos de negócios e por último, descobrindo novas configurações com análises. Os autores concluem, propondo como resultado dessa primeira etapa, um relatório com análise de impacto e prontidão da gestão da organização, com a avaliação do seu nível de maturidade digital para gestão do processo de TD.
5.1.2 Etapa 2: Avaliação da maturidade das áreas, processos organizacionais, modelo de negócio e tecnologia
Segundo Carolis (2017); Tonelli (2016); Klötzer e Pflaum (2017); Schumacher (2016) e Acatech (2017), nesta etapa, avalia-se o nível de maturidade das áreas, processos organizacionais, modelo de
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Modelo Conceitual de Transformação Digital
negócio e tecnologia, com base nas dimensões organizacionais. Se for uma organização ligada a indústria 4.0, os autores propõem que a avaliação seja realizada especificamente sobre os processos de produção, marketing, vendas, qualidade, logística, serviços, comunicação digital e produto. Se a organização não estiver envolvida com a indústria 4.0, os autores propõem avaliar todas as áreas e processos organizacionais impactados pela TD. O levantamento de informações deve ser realizado empiricamente, por meio de questionários, estudos de caso e entrevistas com os empresários, gestores, especialistas (método Delphi) e acadêmicos. A avaliação é feita ao comparar capacidades da organização com o benchmark do mercado e os concorrentes da organização locais e mundiais de sua indústria. Para isso, o MMTD deve ter em sua base dados atualizados com os benchmarks locais e mundiais da indústria.
5.1.3 Etapa 3: Definição do roteiro para TD
Com base em Remane (2017), Berghaus e Back (2016), Acatech (2017), Paasi (2017), Lichtblau (2015), na avaliação do nível de maturidade, elabora-se um plano de ação composto por ações de mudanças, que visa desenvolver competências para as áreas e processos organizacionais, para transformar o modelo de gestão em modelo de gestão ágil, mudar o modelo de negócio e adequar os fatores tecnológicos e humanos ao novo modelo de negócio digital da organização. A elaboração do roteiro de TD deve ser feita junto com a gestão da organização, com análise de dados reais e precisos da organização e de seu mercado.
5.1.4 Etapa 4: Realização das mudanças propostas no roteiro de TD
Definido o roteiro de TD, faz-se a implantação das modificações elencadas no plano. Para esta etapa, com base em Remane (2017), Berghaus e Back (2016), Acatech (2017), Paasi (2017), Lichtblau (2015), a mudança do modelo de negócio, da gestão, da estratégia organizacional e dos recursos humanos são os fatores, junto com tecnologia, de maior impacto da TD. Esta etapa é concluída com a organização obtendo um nível de maturidade digital desejado. Em um processo contínuo, as dimensões e níveis de maturidade devem ser constantemente reavaliados, sua base de dados e o modelo conceitual frequentemente atualizados, alimentando novas avaliações e roteiros de mudanças.
6 Conclusão e considerações finais
A mundo digital já é uma realidade para todos os segmentos de negócio na economia mundial e vem provocando uma forte pressão de adaptação das empresas forçando-as a entrarem em seus processos de TD. A decisão de usar a metodologia de análise de conteúdo para, através unicamente dos documentos publicados, comparar 17 MMTDs acadêmicos, de consultorias e de institutos de pesquisas especializados, identificando problemas de suas aplicações e de suas estruturas, para descobrir as causas das dificuldades dos empresários, gestores, especialistas e acadêmicos no uso dos MMTDs em seus processos de TD, mostrou-se ser uma decisão assertiva. O processo metodológico nos permitiu, com bom nível de segurança, estruturar bons dados para análise, listar críticas e orientações de autores especialistas e desenvolver um MCTD que diminua as dificuldades de compreensão, análise, seleção de MMTD e definição do roteiro de TD. Conforme os autores pesquisados, o impacto do uso do MCTD pelas empresas será percebido, com o resultado da análise de capacidade digital da gestão da organização e da própria capacidade da organização em absorver os impactos das mudanças digitais necessárias para alavancar seus níveis de digitalização. Essa análise irá fornecer insumos para uma seleção otimizada do MMTD, com uma avaliação real do nível de digitalização da organização frente ao seu mercado e fornecerá melhor segurança e confiança na definição do roteiro de TD, consequentemente, melhora dos resultados dos investimentos em TD. Para os pesquisadores, o artigo lhes fornecerá dados e embasamentos para propor melhorias aos MMTDs atuais e um modelo conceitual de TD para ser testado em diferentes tipos de organizações e indústrias.
Como proposta para trabalhos futuros, a aplicação do modelo conceitual em diferentes tipos de organização será importante para validá-lo operacionalmente. Segundo a Acatech (2017), o nível de
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dependência de desenvolvimento digital da organização com seus fornecedores e ou com seus parceiros e clientes pode ser muito grande. Ampliar a análise de maturidade para toda a cadeia de valor de negócio da organização poderá promover maior segurança na definição do nível de maturidade e do roteiro de TD. Será importante para as empresas terem suporte de pesquisas que ajudem seus gestores a utilizar os MMTDs para analisar toda a cadeia de valor da organização.
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